2010-02-10
"Registo com agrado o aparecimento de um momento para o outro de tantas candidaturas à liderança do PSD, sendo certo que até há pouco mais de 24 horas atrás eram criticadas as distritais do partido por estarem a pedir eleições directas", salientou o líder da distrital laranja do Porto.
Marco António Costa afirmou-se espantado "face ao argumentário que foi usado até aqui, na circunstância de que não estão de facto marcadas as eleições directas".
"Temos candidatos a uma eleição que não existe", enfatizou.
O líder da distrital do PSD/Porto sublinhou "o ridículo e o caricato" que considera ser o facto "de os presidentes das distritais e os militantes de base que clamavam por diretas no partidos terem sido criticados e de alguma forma desconsiderados" quando se constata "o aparecimento de candidaturas de pessoas ligadas à atual direção do partido".
"Aquilo que eu espero é que o partido arrume a sua vida interna, faça o debate em volta das escolhas da liderança e que se prepare para governar o país, que está à beira de um abismo social, económico e financeiro", explicou.
Para Marco António Costa "algo de muito estranho se passou nas últimas 24 horas para se mudar toda uma estratégia e toda uma linha de pensamento que estava a ser conduzida pela mesa do congresso, pela direção nacional e pelo conselho de jurisdição nacional".
"Eu acho que os militantes são suficientemente inteligentes para retirarem as ilações relativamente a tudo isto", concluiu.
O eurodeputado do PSD, Paulo Rangel, apresentou hoje a candidatura à liderança do partido.
Também Aguiar-Branco vai anunciar na sexta feira aos deputados do PSD a sua disponibilidade para avançar com uma candidatura à liderança do partido, disse hoje à Lusa fonte próxima do líder parlamentar laranja.
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